Os presidentes de EUA e Brasil entraram num embate perigoso à nossa segurança e a Guerra Tarifária é só o começo
Naquela que pode ser vista como a pior crise político-diplomática entre os EUA e o Brasil a 201 anos (desde 1824, quando nossas relações foram estabelecidas), temos na Guerra Tarifária um embate direto e pessoal entre Donald Trump e Lua. Trump é um populista de direita, que usa o seu aliado na figura de Bolsonaro para avançar sobre os BRICS (o Sul Global, liderado pela China). Porém, Lula, é um populista de esquerda em franco declínio político doméstico e falta de protagonismo externo, que precisa polarizar com o bolsonarismo para manter acesa sua elegibilidade nas urnas.
Não há o que comemorar
No meio disso tudo, perderá o povo brasileiro. Pois não teremos um ‘levante nacionalista’ que ‘rejuvenescerá’ nossa indústria nacional e protegerá nossas fronteiras com uma Força Armada moderna e bem equipada. Tampouco veremos o povo brasileiro se unir em torno de um projeto de país (que é ausente e continuará sendo).
O que veremos é um embate de egos. Aonde Lula responde para acalentar a sua base e fortalecer sua narrativa interna e externa. Mas repercutirá por mais respostas de Donald Trump (imprevisíveis e potencialmente desastrosas para nós).
Lula não tem o perfil da presidente do México, que senta e negocia, fugindo das bravatas e dos discursos coléricos. Não! Pois Lula é um idoso que faz um mandato ideológico. Ademais, possui como premissa a polarização como meio de catapulta-lo politicamente. Portanto, a ele não interessa negociar, mas escalar.
Guerra Tarifária
Nossa economia sofrerá. Inclusive, é possível que no limiar da crise as redes sociais norte-americanas sejam bloqueadas no Brasil (Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter/X, YouTube). Não é exagero. Pois se escalar demais (ainda mais na véspera de um ano eleitoral), estas redes podem sofrer grandes represálias do nosso Estado.
Encarecerão os produtos norte-americanos que consumimos (sejam eletrônicos a alimentícios). Pois quando o Brasil retalia com tarifas de importação sobre produtos americanos, quem paga somos nós, não os americanos. O comércio internacional vindo dos EUA para cá representa 12% do que importamos. Entretanto, os nossos produtos exportados representam 1% do que os EUA importam. Anda, as tarifas de Trump afetam as empresas brasileiras que chegam ao mercado americano, pois perdemos espaço competitivo. Logo, afeta o emprego no Brasil, não fora.
E nem falei do impacto nisso para o Real e o Dólar, para os juros, para o risco Brasil, para nossa taxa de investimento estrangeiro, para a possível fuga de capitais e o agigantamento da crise fiscal.
Escolha do Governo Lula
Recordo que este momento significa uma escolha consciente do governo do Brasil em favor do bloco russo-chinês. Ou seja, daqui para frente teremos mais e mais alinhamentos automáticos com o regime chinês e tudo o que ele representa e lidera.
É um pesadelo sem fim. Com um Congresso hostil, com um país polarizado, com um governo populista, com uma elite sem projeto de nação e sem futuro… Sendo assim, realmente não vejo motivos quaisquer para comemorar esta crise, tampouco estar ‘animado’ com devaneios nacionalistas. Pois ficaremos mais pobres, menos soberanos (quer gostemos disso ou não), e menos reconhecíveis como brasileiros… A não ser que acordemos, imediatamente.
Que Deus, realmente, tenha piedade deste país.
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