A Sobrevivente de Terror Soviético pode sofrer Grave Injustiça

Da Sibéria à Alemanha: A impressionante história de Nina Dück, sobrevivente de Terror Soviético, com 101 bisnetos e uma filha ameaçada de deportação

O Juge Freiheit entrevistou Nina Dück, uma senhora de 86 anos e sobrevivente de Terror Soviético. A entrevista começa com ela falando pausadamente. Mas emociona pela força, fé e memória vívida de um século marcado pela dor e pela resiliência. Nessa entrevista, compartilha detalhes de sua trajetória como sobrevivente do regime de Joseph Stalin. Dück é mãe de oito filhos, avó e bisavó de 101 netos…. Todavia, falou como testemunha de um novo sofrimento: a ameaça de deportação de sua filha Liliya pela imigração alemã.

Uma infância sob o Terror Soviético

Nascida em uma comunidade de origem alemã na União Soviética, Nina cresceu em meio ao medo constante do regime comunista. Ela conta sobre suas marcas pela repressão brutal contra minorias étnicas. Sobretudo os alemães do Volga, considerados suspeitos durante os expurgos stalinistas. Pois deportaram famílias inteiras para campos de trabalho na Sibéria. Ademais, os relatos de fome, frio e luto acompanharam a vida de milhões… incluindo a de Nina.

Sua trajetória de sobrevivência é representativa da resistência de tantas mulheres silenciosas. Que guardaram, por décadas, histórias de exílio forçado e perseguição política. Contudo, Nina superou o horror da juventude e o Terror Soviético com força espiritual e dedicação à família.

O Legado de uma Matriarca

Ao longo da vida, Nina Dück construiu o que poucos conseguem: um verdadeiro clã. Casou-se jovem, criou oito filhos em meio a privações,. Entretanto, sempre orientou-se pela fé cristã tradicional. Hoje contempla orgulhosa mais de uma centena de bisnetos. Conquanto, sua vida reflete os valores da comunidade menonita. Conhecida pela simplicidade, religiosidade e forte coesão familiar.

Durante a entrevista, Nina se emociona ao falar do papel da maternidade e da missão que sempre viu na criação dos filhos. Ou seja, formar pessoas de bem, trabalhadoras e fiéis. Sua serenidade, mesmo diante das dificuldades, impressiona.

Logo após isso ela conta sobre o drama atual: ameaça de deportação da filha. Apesar da história comovente e dos laços profundos com a cultura alemã, Nina agora enfrenta um novo tipo de sofrimento. Pois sua filha Liliya está prestes a ser expulsa da Alemanha.

Ameaça de Deportação

Em 2020, a família viajou ao país com um visto Schengen (temporário), com o objetivo de cuidar de um parente idoso. Posteriormente, Liliya tentou solicitar residência permanente. Mas as autoridades migratórias negaram o pedido. Alegaram que o tipo de visto não permite essa conversão legal.

Porém, a situação chegou ao limite. Pois as autoridades impuseram um prazo até 31 de julho de 2025 para Liliya deixar voluntariamente o país. Caso contrário, será deportada à força e impedida de retornar à Alemanha por até 30 meses. O mais grave, segundo Nina, é que sua filha é mãe de dois menores, Alvina e Rudolf. Ademais, sofrem emocionalmente pela possível separação.

Além disso, Liliya domina a língua alemã. Mas também frequentou cursos de integração, participa de atividades religiosas e realiza trabalhos regulares para se sustentar. A família apela ao bom senso das autoridades. Lembrando que Nina possui o título oficial de “vítima da expulsão” (Vertriebenenausweis); reconhecimento dado aos alemães étnicos que sofreram perseguição.

Uma Súplica em nome da Justiça

A história de Nina Dück comove não apenas por sua dimensão pessoal. Mas por tudo o que representa. Desde a trajetória de um povo perseguido ao peso da história de Terror Soviético. Agora, sofre pelaa fragilidade das políticas migratórias modernas diante de dramas humanos reais.

Em suas palavras pausadas, Nina não acusa nem reclama. Mas suplica, com a humildade de quem sofreu demai. Apela para que sua família não seja separada outra vez, agora por questões burocráticas.

Com informações retiradas de entrevista da Juge Freiheit.



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