O ex-ditador comunista da Venezuela, Nicolás Maduro, desafiou Donald Trump a buscá-lo em no Palácio de Miraflores, e o republicano dobrou a aposta, com a captura e transporte a NY do “narcotraficante” para responder à justiça nos EUA
O 3 de janeiro de 2026 é um dia que ficará marcado pelo bombardeio americano que culminou na prisão do ditador Nicolás Maduro. Após 13 longos anos governando a Venezuela com mãos de ferro, ordenando prisões e a morte de opositores políticos, finalmente prenderam o ditador, e o levarão à justiça em tribunal americano.
Maduro e o Narcotráfico
Há tempos os serviços de inteligência do governo dos EUA coletam informações sobre a ligação direta do governo de Nicolás Maduro com grandes cartéis de drogas. Mas especialmente com o “Cartel de los Soles”.
Hoje duas divisões especiais da Marinha Americana, os SEALs e o Departamento de Combate às Drogas (DEA). Logo, essas divisões realizaram a captura do ditador, também acusado de narcotraficante.
Não é a primeira vez que pessoas ligadas a grandes cartéis de drogas são presos por autoridades americanas. Em 2016, a força de fuzileiros navais mexicanos, com a ajuda do DEA, prendeu o traficante mexicano Guzmán Lopez, conhecido como El Chapo. Ademais, também prenderam dois de seus filhos: Ovídio e Joaquim. El Chapo cumpre pena de prisão perpétua desde 2019.
Um Chefe de Estado aguardando julgamento
Entretanto, é a primeira vez que um Chefe de Estado em exercício é capturado dessa maneira e levado preso aos EUA. Por exemplo, difere da captura do também ditador Saddam Hussein, ocorrida em 13 de dezembro de 2003. Naquela ocasião, Hussein não estava em exercício desde 09 de abril.
Hussei também respondeu no próprio país, sendo julgado por um Tribunal Especial Iraquiano, que o condenou à pena de morte. Porém, o crime que leou-o à pena capital ocorrera em 1982, quando do massacre de 140 xiitas em Dujail. Contanto, não nega-se que o julgamento e a pena aplicada atenderam às demandas da “Guerra ao Terror” do governo americano, chefiado por George W. Bush.
Logo, a captura de Maduro, levado à Nova York para responder por acusações de conspiração criminosa, nartotráfico e associações com narcoterroristas, é sem precedentes. Se condenado, cumprirá a pena em solo americano (ou na prisão de Bukele?). Por enquanto, enfrentará a possibilidade de prisão perpétua, pois não há pena de morte no Estado de Nova York.
Aliás, é coincidência que julgarão um suposto envolvido numa conspiração antiamericana, terrorismo e narcotráfico, apoiado pela esquerda, tão perto daqueles que financiaram e elegeram o primeiro prefeito islâmico e socialista de Nova York?
Imagem: @yigal_levin on Telegram
