A Sophie de Dundee: Um Flagelo da Anarcotirania

Se o estado não protege as meninas dos homens migrantes, e os homens britânicos nativos também não, que escolha uma Sophie de Dundee tem além de armar-se? A imagem, captura de tela d’um vídeo de smartphone, tornou-se ícone internacional da noite para o dia

Em Dundee, na Escócia, um migrante cujo rosto não vemos, mas cuja voz com sotaque ouvimos fora da câmera, grava duas adolescentes escocesas. Porém, as meninas pedem para deixá-las em paz. Sendo asism, uma delas, cujo nome agora sabemos é Mayah Sommers – a Sophie de Dundee -, brande uma faca numa mão e um machado n’outra. Grita com o homem que segura a câmera, dizendo que ele está “batendo em crianças, cara… Vocês são uns malditos agressores de crianças”. Sua companheira grita ao migrante: “Não toque na minha irmãzinha, porra! Ela só tem doze anos! Ela só tem doze anos, e você está me importunando, porra!” 

“Mostrem a faca”, diz o estrangeiro. “Mostrem a faca.” Ele se aproxima delas, aparentemente tentando incitar as crianças assustadas a fazer algo que as coloque em apuros. No clipe de 44 segundos, vemos dois homens adultos parados perto, relutantes em ajudar as meninas. Colocou-os em apuros. A portadora da arma — a loira Mayah Sommers, de rabo de cavalo — presa pela polícia escocesa e acusada de porte ilegal de armas brancas. 

Estado Incapaz e Homens Frouxos

Isso mesmo: o Estado britânico, relutante ou incapaz de proteger meninas de predadores sexuais migrantes, prendeu uma que tentou proteger a si mesma e à sua irmã. Conquanto se existe imagem mais poderosa que capture a vergonha e desgraça absolutas da Grã-Bretanha hoje, poucos de nós a suportaríamos.

O vídeo não só desonra as autoridades britânicas, desde a polícia local até o Parlamento e o primeiro-ministro. Mas também todos os homens daquele país em desintegração. Como pôde chegar a esse ponto, no qual uma menina tem que carregar uma faca e um machado para proteger-se de estupradores migrantes? Pois será que os britânicos — especialmente os homens britânicos — não têm coração? Não têm coragem, nem decência básica?

É verdade que não sabemos quais eventos precederam o vídeo postado pelo migrante pervertido online. No entanto, é inegável que, quando sua presença causou intensa angústia nas meninas, não as deixou sozinhas. Mas continuou a se aproximar e provocá-las. O homem não identificado talvez não tivesse a intenção de praticar violência sexual contra elas, mas claramente assediava-as. É difícil imaginar uma situação na qual esse homem invisível seja totalmente inocente e Sophie de Dundee culpada.

Gangues de Aliciamente / Estupro

Não é possível determinar até que ponto migrantes, requerentes de asilo e pessoas de origem estrangeira, não britânica, tentam praticar abuso sexual. As autoridades britânicas não registram a etnia dos acusados. No entanto, a Grã-Bretanha permanece profundamente abalada pelo escândalo da gangue de estupro no Paquistão. No qual milhares de jovens da classe trabalhadora, como Mayah Sommers, sistematicamente sequestradas, drogadas e estupradas em grupo por homens muçulmanos paquistaneses. Autoridades policiais, autoridades eleitas e muitos na mídia ignoraram ou minimizaram os incidentes. 

Vários depoimentos de vítimas de gangues de aliciamento/estupro paquistanesas alegaram que seus agressores as difamavam com termos como “escória branca” enquanto estupravam. Mas também diziam que meninas brancas mereciam ser estupradas. A mídia britânica tende a esquivar-se desses casos por medo de “inflamar as tensões na comunidade”. Ou seja, um eufemismo para “irritar os britânicos brancos com o que os muçulmanos fazem com seus filhos”. No entanto, graças ao X, vídeos de homens mais velhos, de pele morena, tentando sequestrar ou assediar sexualmente meninas brancas inglesas continuam amplamente disponíveis.

As histórias horríveis que emergem dos escândalos deixam muitas crianças e pais britânicos nervosos. No ano passado, quando visitei uma família em East Anglia, sua filha de 12 anos e uma colega de escola correram da rua à cozinha. E disseram à mãe: “um homem asiático estava nos seguindo”. Conquanto ‘Asiático’ é termo britânico que inclui paquistaneses e outros do sul da Ásia). Talvez, a única ‘culpa’ do homem fosse nada mais do que andar pela calçada. Entretanto, dada a magnitude dos crimes de estupro cometidos por gangues e o fato de terem como alvo jovens inglesas brancas, a paranoia parece resposta razoável.

Sophie de Dundee

O que aconteceu com Mayah Sommers — agora apelidada de “Sophie de Dundee” online — evoca uma reação primitiva em todos os homens moralmente saudáveis. O estupro desde sempre é uma arma de guerra. Pois soldados que violam sexualmente as mulheres inimigas participam do combate, um método criado para humilhar os vencidos. Se os paquistaneses que estupravam meninas inglesas fossem vikings que desembarcaram em escaleres para saquear aldeias saxônicas. Os britânicos saberiam exatamente o que eram. 

Da mesma forma, se as centenas e até milhares de jovens migrantes ‘asiáticos’ e africanos em idade de lutar que desembarcavam em botes na costa sul da Inglaterra portassem armas,seriam baleados como invasores pelo Exército Britânico — e mereceriam ser.

Mas esses homens entendem que o povo britânico jaz desarmado pelo humanitarismo sentimental e pelo terror de ser chamado de racista ou islamofóbico. Ou então, temem prisões pelo governo. Pois age como um verdadeiro crime nessas questões desaprovar a entrada ilegal de estrangeiros na Grã-Bretanha e a violação da lei. 

Lucy Connolly

No ano passado, condenaram Lucy Connolly a 31 meses de prisão por um tuíte raivoso sobre migrantes, que ela logo apagou. Libertaram-na recentemente, após cumprir 40% da pena. Enquanto isso, ativistas destacaram diversos casos de migrantes e requerentes de asilo condenados por estupro ou outros crimes graves.. Mas com penas menores ou equivalentes à pena de Connolly por tuitar palavras ofensivas. 

A confiança pública nas instituições britânicas está num nível historicamente baixo, especialmente entre os britânicos mais jovens. Uma pesquisa de julho da YouGov revelou que 90% dos britânicos são favoráveis a investigação oficial sobre o escândalo da gangue de aliciamento/estupro. Mas a maioria dos britânicos não confia que as autoridades sejam justas e honestas ao fazê-lo. 

Sophie de Dundee: Gatilho de Empatia

Será que Sophie de Dundee será um ponto de virada para o povo britânico assustado e furioso? John Robb acredita que sim. O renomado analista militar e de contraterrorismo dos EUA descreve a imagem icônica de Sophie como “gatilho de empatia”. Ou seja, imagem ou história que estimula a solidariedade instantânea em indivíduos ou grupos e tempoder de mobilizá-los rapidamente a ação. Sobre Sophie de Dundee, Robb escreveu: 

Eles veem o rosto dela, o desespero dela, e reconhecem instantaneamente o mesmo rosto que tinham, ou que um amigo tinha, quando enfrentaram um valentão implacável que os perseguia enquanto cresciam. Um valentão contra o qual ninguém os protegeria. Um valentão contra o qual tomaram medidas desesperadas. No entanto, não a veem apenas, sentem o desespero dela dentro de si, emocional e fisicamente. Isso os conecta profundamente e formam um vínculo. Os inimigos dela são inimigos deles agora. A raiva dela é deles agora.

Ela é uma criança corajosa, preparada para esfaquear ou retalhar um homem adulto que temia ameaçar estuprá-la. Num mundo normal, meninas como ela poderiam passar os dias brincando no parque. Mas a Grã-Bretanha de hoje não foge d’um mundo normal. Pois importou vários milhões de imigrantes — muitos legais, outros não — desde que Sophie de Dundee nasceu, em 2011. Por conseguinte, esses migrantes chegaram a uma cultura que tornou-se completamente desmoralizada e relutante em defender-se e a seu povo. Seria mais deprimente se gangues de justiceiros surgirem para proteger essas meninas, ou se não surgirem? Difícil dizer. 

Anarcotirania

A Grã-Bretanha vive hoje num estado que o falecido teórico político americano Samuel Francis chamou de “anarcotirania”, Ademaiis, definiu como a condição na qual o Estado falha em impor a ordem básica, ao mesmo tempo impond controle opressivo sobre os cidadãos cumpridores da lei. A jovem Sophie de Dundee, como a chamam, é o rosto da anarcotirania. Afinal, se a situação da corajosa Sophie não envergonhar profundamente os homens do Reino Unido e incitá-los à indignação e ação contra a crise migratória. O que o fará? 

Portanto, se o estado não protege as meninas do estupro cometido por homens migrantes, e homens britânicos nativos também não fazem-no. Que escolha uma Sophie de Dundee, dessa nação doente de alma, tem além de armar-se? 

Originalmente publicado em European Conservative, sob o título “Sophie of Dundee: Scourge of Anarcho-Tyranny in the UK“. Tradução: Roberto Lacerda Barricelli.



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