Em contraste, os comentários demonstram apoio esmagador de pessoas comuns ao Padre, que rejeitou a ideologia LGBT que tenta infiltrar-se na Igreja
Vários meios de comunicação de esquerda atacaram o padre sueco Håkan Persson, vigário de Markaryd. Poré, iniciaram os ataque só após uma publicação recente nas redes sociais. Nela, ele criticou as novas vestes coloridas e amigáveis à comunidade LGBT, projetadas para serem o símbolo do progressismo da Igreja da Suécia. Em sua postagem no Facebook, Persson declarou que a casula e a estola nas cores do arco-íris, projetadas por iniciativa da diocese de Västerås: “não entrarão na igreja de Markaryd enquanto eu for vigário”.
Mídia Atacou Padre
A mídia o retrata agindo segundo “uma agenda oculta de intolerância às minorias” e o acusa de discriminar a comunidade LGBT em sua paróquia. Todavia, o padre insiste que somente segue as regras litúrgicas da igreja. Ademais, que mantêm suas portas abertas a qualquer um. Mas não a tendências políticas momentâneas e propaganda sexual.
“Na Igreja da Suécia, temos vestimentas litúrgicas que seguem o ano eclesiástico. Na verdade, temos regras para isso”, explicou Persson. Portanto, qualquer outra cor além de branco, vermelho, verde e roxo, dependendo do tempo litúrgico, é inconsistente com as diretrizes oficiais da Igreja, explicou.
População Demonstra apoio ao Padre
Em forte contraste com as reportagens da mídia de esquerda, as redes sociais demonstram apoio esmagador ao padre. “Aparentemente, ainda há padres que têm coragem”, disse um usuário. “Parabéns a você, Håkan, mantenha sua posição, muitos pensam como você”, escreveu outro. “Que a Igreja mantenha suas tradições.”
“Não entendem bem o porquê de toda essa comoção? Foi apenas uma declaração ousada, baseada no fato de que ele não apreciava a politização da liturgia”, diz outro comentário. “A cruz inclui todas as pessoas do mundo inteiro. Protejam a Igreja da política.”
De acordo com o site da Igreja, as vestes levaram um ano e meio para serem projetadas e produzidas, com cuidadosa consideração por tudo, desde o formato até as proporções e cores. Porém, exceto se elas encaixavam-se nos padrões litúrgicos, aparentemente.
“Foi um passo natural produzir uma vestimenta litúrgica que desse à diversidade humana uma expressão clara no serviço”, declarou a assistente diocesana Cecilia Redner. Uma das idealizadoras da iniciativa. “A esperança é que muitas igrejas ao redor da diocese queiram pegar emprestada a casula e usá-la em serviços religiosos. Mas também em contextos nos quais a mensagem do valor igual de todos esteja no centro”, acrescentaram Anette Andersson e Eva-Lena Lidström. As duas alfaiates contratadas para o trabalho.
Igreja Progressista?
A Igreja da Suécia é há muito considerada uma das igrejas mais progressistas da Europa, mesmo dentro da tradição luterana mais ampla da Escandinávia. Pois, abraça ativamente a mudança social, promovendo a igualdade de gênero e os direitos dos transgêneros. Ademais, realiza casamentos entre pessoas do mesmo sexo desde 2009.
A Igreja também está na vanguarda do ecumenismo. Um dos seus maiores escândalos nas últimas décadas ocorreu pela primeira bispa assumidamente lésbica, Eva Brunne. Pois propôs a remoção das cruzes cristãs da Igreja dos Marinheiros, em Estocolmo. Conquanto queria torná-la mais acolhedora para visitantes de todas as religiões. Porém, ao mesmo tempo, indicava a direção para Meca no seu interior.
Matéria publicada originalmente em European Conservative, sob o título “Swedish Priest Under Media Fire for Refusing To Wear Rainbow Vestment“. Traduzido por Roberto Lacerda Barricelli.