Mãe e Madastra Assassinam Menina de 5 Anos

O par tinha histórico de maus tratos contra a menina, mas as autoridades não agiram preventivamente, mesmo quando provocadas pelo pai da criança

Rafaela Coelho Ramires (22), e a parceira, Vitória Coelho Dutra (25), assassinaram a menina Rafaelly Stheisy Ramires Lima, de 5 anos, filha de Rafaela. A menina sofria maus tratos há tempos, segundo um Boletim de Ocorrência registrado em janeiro deste ano, pelo pai, Oziel Pereira Lima, em Manaus. Mas também, conforme sua advogada, Dra. Adriane Magalhães (OAB/AM 5373).

Assassinato com Requinte de Crueldade?

Às 3h30 de quarta (27), Rafaelly deu entrada no Pronto-Socorro Joãozinho, em Manaus, mas sem sinais vitais. Todavia, durante o atendimento identificaram hematomas no rosto, orelhas e tórax, assim como escoriações na boca e nos braços. Entretanto, devido ao estágio avançado de cicatrização, apontavam episódios anteriores.

A mãe afirmou que a menina caiu no banheiro, mas as lesões encontradas eram incompatíveis com essa versão. Portanto, removeram o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), para realizar as investigações.

Sendo assim, o relatório médico demonstrou que a menina morreu em decorrência de choque hemorrágico, lesões no fígado e rim. Além de trauma abdominal fechado, ação contundente, maus-tratos e asfixia mecânica. Ou seja, a mãe e a madrasta torturaram e espancaram a menina até a morte, depois, levaram ao pronto-socorro. Mas acabaram presas em flagrante por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Histórico de Abusos contra Menina

Segundo vizinhos, o par maltratava a menina recorrentemente, ao ponto dela pedir comida aos demais moradores, enquanto sofria ameaças de morte da madrasta. Ademais, uma denúncia realizada em dezembro do ano passado pedia a inversão da guarda da menina, mas o judiciário não atendeu.

Como informado, também em janeiro, o pai da menina, Sr. Oziel, e sua advogada, Dra. Adriana Magalhães, registraram Boletim de Ocorrência e Termo Circunstanciado em janeiro de 2025. Porém, a delegada responsável não realizou a coleta de provas, tampouco solicitou o exame de corpo de delito. Mas também o Ministério Público não agiu em proteção da vítima, pedindo apenas uma manifestação do Conselho Tutelar.

Nenhuma medida protetiva, ou quaisquer ações preventivas, enquanto o próprio Conselho Tutelar omitiu-se de apresentar seu relatório. Por conseguinte, só em março o MP ajuizou ação pedindo laudos técnicos e acompanhamento do caso de Rafaelly. Entretanto, não houve avanços e a criança continuou à mercê da mãe e da madrasta.

Alienação Parental seguida de Tortura e Assassinato

Conforme a Dra. Adriana, as assassinas impediram a convivência do pai e da família paterna com Rafaelly. Aliás, até mudaram de endereço para dificultar a fiscalização, após a judicialização.

“Impediram essa criança de conviver com o pai. Ele tentava se aproximar, mas era bloqueado pela mãe e pela companheira dela. Também afastaram a família paterna. Uma sucessão de descasos que culminou na morte dessa menina”, declarou.

Agora, a advogada trabalha para que o Ministério Público apure a responsabilidade da Polícia Cívil e do Conselho Tutelar, afastando e punindo os negligentes. Mas também que as assassinas da menina não fiquem impunes. “Esperamos que essas duas assassinas passem muitos anos na prisão e que os órgãos que falharam também respondam”, concluiu.



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